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COMO PASSAR
| Como passei em concursos |
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| Seg, 26 de Julho de 2010 13:56 | |||
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Como Passei em Concursos
Este relato não indica que percorri o melhor caminho, mas o caminho que percorri para passar em 5 concursos federais de nível superior entre o segundo semestre de 2005 e meados de 2008.
Era dezembro de 2003, eu era Diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças da Justiça Federal do Paraná, e fazia 13 anos que não estudava para concursos, quando alguns acontecimentos, na família e no trabalho, me levaram a decisão de voltar a estudar para concursos.
Comecei a estudar em janeiro de 2004 no período de férias, mas enquanto fui Diretor o tempo para estudos era muito pouco. Resolvi, então, de comum acordo com a Direção Geral da Justiça Federal do Paraná, que abriria mão de meu cargo de Diretor em final de junho de 2005 para me dedicar aos estudos e a novos horizontes.
Abri mão do cargo, vendi o carro para ter disponibilidade financeira, montei um local de estudo em casa (com mesa e iluminação adequada) e dei continuidade aos estudos. A partir de julho de 2005 com muito mais determinação.
Muitos desaprovaram minha atitude, mas de uma coisa eu tinha certeza: só dependia de mim – e se dependesse de mim eu iria fazer acontecer.
Todo dia eu levantava cedo (o primeiro ano as 7:00hs, depois passei a levantar 5:50), estudava até 10:30 e ia trabalhar na Justiça Federal.
Nos finais de semana estudava das 6:00 as 18, 19, 20hs. Eram os dias em que conseguia avançar nos estudos, conseguia estudar uma matéria completa, e o que tinha ficado confuso no início ia clareando no meio ou no fim.
No início não entendia nada, mas sabia que em breve iria entender. Comecei a responder provas (errava bastante). Então percebi que:
1-O material que eu dispunha era insuficiente; 2-Parte desse material era inadequado (ensinava errado).
Acreditem, essa foi minha maior dificuldade: selecionar material de qualidade para estudar – muitos livros e apostilas eu comprei, comecei a ler e em seguida rasguei e joguei fora porque não estavam de acordo com as questões cobradas em concursos.
Eu sempre tinha – ao menos – uma boa apostila de matéria cheia e um livro consagrado da matéria, por exemplo, em direito constitucional estudei por apostila da Proconcurso e pelo livro de Alexandre de Morais.
Durante os primeiros meses virei motivo de chacota, até dentro de minha própria casa (onde já se viu largar um cargo de Diretor para estudar para concurso – você não vai passar – vai se arrepender, etc), mas eu continuava estudando forte.
Não demorou muito, e os resultados começaram a aparecer: 6º colocado para Analista Administrativo TRE-SC/2005; 16º para Analista de Finanças e Controle da CGU-Região Sul/2006; 3º para Analista de Orçamento do MPU-PR/2007; 2º para Analista Administrativo TRE-PR/2007; e, em 2008, sem pretensão, fiz novamente o concurso de Analista de Finanças e Controle da CGU-Nacional, obtive a colocação 88 na prova objetiva e com a discursiva caí para 103, mesmo assim fui convocado para assumir o cargo em julho de 2009, mas preferi ficar em Curitiba.
Eu não fiz cursinhos preparatórios, no entanto reconheço que eles são bons e ajudam muito o aluno, mas eles focam somente a matéria que consta no edital – e você precisa saber mais que isso para passar no número de vagas. Eu sempre estudei “matéria cheia” e não apenas os tópicos do edital. Eu estudava os livros completos do começo ao fim, e não apenas parte deles. Eu fazia uma relação de todas as matérias nas áreas que focava: poder Judiciário e Controle. Estudava todas as matérias e ao final respondia uma bateria de exercícios para avaliar minha evolução (todas as questões que errava eu voltava para verificar porque tinha errado). Estudava em média 200 horas por mês. Toda manhã até a hora de ir trabalhar, todo final de semana, todos os feriados, todas as férias e mais em períodos como natal, páscoa, ano novo e carnaval (reconheço que isso foi um exagero). A cada período de 45 a 60 dias conseguia revisar toda a matéria e com exercícios. Utilizava resumos para o que considerava mais difícil.
Hoje, penso que o ideal seria começar com um cursinho (ou ao menos com a orientação de um professor), continuar estudando bastante em casa, e quando sair o edital, ir para o cursinho fazer a revisão da matéria, tirar dúvidas e aprender dicas de resolução de provas.
Forte abraço a todos e bons estudos! Prof. Augustinho Vicente Paludo Formado em Administração - Pós-Graduado em Administração Pública - com MBA em Gestão Pública. Analista Administrativo do TRE-Pr - Ex-diretor de Planejamento, Orçamento e Finanças da Justiça Federal do Paraná e Ex-Analista de Finanças e Controle da CGU-Rs. Professor de Orçamento, Afo e Administração Pública e Planejamento Governamental - em cursinhos e, eventualmente, em nível de Pós-Graduação - e Tutor da ESAF (Pr, Sc e Sp). Autor do livro: Orçamento Público, AFO e LRF, 3.ed. Rio de Janeiro: CAMPUS, jan/2012. Livro completo sobre Orçamento, AFO e LRF, suficiente para responder questões dessa matéria em qualquer concurso. Autor do livro: Administração Pública, 2.ed. Rio de Janeiro: CAMPUS, Jan/2012. Abrange 100% do edital de AFRF e mais diversos assuntos cobrados em concursos. Com novo capítulo: Gestão de Projetos, Gestão de Processos e Gestão de Contratos. Autor do livro: Planejamento Governamental. São Paulo: ATLAS, Jun/2011. Mais direcionado para profissionais públicos e meio acadêmico. No entanto, poderá ser utilizado para concursos, especialmente os do MPOG, TCU, CGU e Agências. Conquistar uma vaga no serviço público só depende de você: se você estiver disposto a estudar com dedicação e perseverança, então a vaga já é sua, trata-se apenas de uma questão de tempo!
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| Última atualização em Sex, 13 de Janeiro de 2012 12:16 |






